sexta-feira, 20 de abril de 2012

NICE SILVA

Aos 21 anos, Nice Silva estudou até o Ensino Médio, em Guaçuí, mas teve seu primeiro contato com a música em casa, já que seu pai tocava violão, mas não admitia que sua filha aprendesse o instrumento. Ela também lembra que seu contato com a música aconteceu quando foi aluna do Centro de Integração Social (CIS), mantido pela prefeitura, onde fez parte do coral. “No começo, era uma distração”, afirma Nice, que aprendeu a tocar violão, sozinha.

Quando entrou na adolescência, com 16 anos, começou a levar o violão para a rua, para encontrar com amigos e ficar tocando na praça da cidade. Mas não conseguia espaço para tocar nos bares. “Acho que por preconceito, talvez por ser negra e muito pobre, não me deixavam tocar em lugar nenhum”, conta. Mas um dia, indo para casa, com o violão, já de madrugada, o dono de um quiosque fez um desafio para que ela tocasse. “Ele fez por zoação, mas quando comecei a tocar, o pessoal gostou e passei a ter chance de tocar nos barzinhos de Guaçuí”, afirma.

Nice compõe músicas desde os 12 anos, quando começou a tocar violão, e como não possuía rádio em casa, tinha dificuldade para conhecer as músicas que estavam nas paradas de sucesso, o que precisava saber para poder tocar nos bares e em festas, porque o público não queria ouvir apenas suas músicas. “Então, eu tinha que pedir para os meus amigos me mostrarem as músicas e eu poder conhecer as letras e melodias e tocar”, conta.

Depois disso, começou a ser convidada para se apresentar em eventos da prefeitura, tocando para autoridades, como o governador Paulo Hartung, por exemplo. Ela se apresentou também em Vitória, no Teatro Carlos Gomes, e em outros eventos. “Mas o grande primeiro palco que subi para tocar para uma multidão foi no ano passado, no Dia do Trabalhador, no Estádio Municipal de Guaçuí”, destaca.

Cantora e compositora Nice Silvaí, vem de uma família de 11 irmãos, muito humilde, mas que sempre teve ligação com a música. Seu pai tocava violão, um dos motivos para buscar aprender o instrumento, uma irmã canta na igreja, outra canta forró e outros tocam violão também. “E tem até uma que adora cantar pagode, mas na hora em que falo para ela se apresentar, não quer”, conta Nice, que tem um filho de 4 anos e mora sozinha, vivendo de sua música e do salário de servidora municipal, trabalhando no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

E Nice não se esquece da promessa que fez para si mesma, ao falar que ainda vai comprar uma casa para sua mãe, “com a minha voz”. E a mãe, Maria Conceição Silva, com 60 anos e 60 netos, acredita que ela vai conseguir, apesar de nunca ter sonhado que sua filha iria chegar tão longe. “E ver que ela está conseguindo o que sempre sonhou é muito gratificante, porque já passamos muita fome, somos pessoas simples, e ela merece algo melhor”, afirma dona Maria Conceição, que também sonha com a casa que sua filha prometeu, enquanto apresentava os netos que estavam com ela, na casa de uma de suas filhas, irmã de Nice.

E sua irmã, Concenir da Silva, 30 anos, também admite que não esperava que Nice um dia conseguiria chegar até onde chegou. Mas afirma que, no dia em que ela foi em sua casa, para cantar para ela, no Dia das Mães, se emocionou com a voz da irmã. “E só desejo que ela consiga realizar seu sonho, porque ela merece e minha mãe também, porque ela sempre deu força para a Nice”, afirma. 


O ENCONTRO COM A DUPLA VICTOR & LÉO E O SONHO SE TORNANDO REALIDADE
Com o talento reconhecido em Guaçuí, Nice Silva começou a ter a chance de ser chamada pela prefeitura, sempre que um grande nome da música nacional se apresentava no município. Ela destaca que o prefeito Vagner Rodrigues sempre lhe deu apoio e a colocou para se apresentar nos shows do cantor Daniel e da dupla Gian Giovanni. Mas foi no ano passado, no show da dupla Vitor e Léo, a qual esteve na Festa de Guaçuí, que tudo começou a mudar.

Nice conta que, ao saber da presença da dupla na festa, resolveu compor uma música especialmente para apresentar para os dois. E no dia do show, o prefeito Vagner Rodrigues a colocou dentro do camarim dos artistas, antes da apresentação. Mas ao tentar mostrar a música que tinha composto, começou a ser retirada pelos seguranças. “Aí, era os seguranças me tirando e eu cantando a música, para ver se os dois ouviam”, conta. E deu certo.

Vitor e Léo ficaram impressionados com a voz de Nice e com a sua música. Então, pediram o seu endereço e telefone, mas até aí tudo parecia ser só uma promessa. No entanto, ainda no final do ano passado, eles a convidaram para ir até Uberlândia (MG), mas ela não teve como ir, por falta de recursos. “Achei que tinha perdido a chance”, afirma. Mas Nice não desistiu, conseguiu juntar dinheiro, pediu emprestado e, há dois meses, foi parar em Uberlândia, onde encontrou com o empresário da dupla e foi apresentada à Sony Music, conhecendo vários artistas e sendo registrada como compositora. Foi então que soube que Vitor e Léo iriam gravar sua música no próximo DVD.

GRAVAÇÃO E REVELAÇÃO
Ela, então, foi convidada para participar do ensaio da gravação, e Vitor e Léo disseram que gostaram muito da música e da sua voz, lha comunicando que ela iria participar da gravação do DVD, ao vivo, em Florianópolis. No dia da gravação ganhou um violão de presente do Vitor e encontrou com os artistas que participaram do show. Todos elogiaram muito sua voz e sua música, assim como o público de 200 mil pessoas, que aplaudiu e cantou sua canção. “Tentei não prestar atenção em quantas pessoas estavam me assistindo, para não travar em cima do palco, porque estava muito nervosa”, conta Nice que teve um camarim só para ela, com seu nome na porta, e conversou com Paula Fernandes, Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, Thiaguinho, Pepeu Gomes e Nando Reis. “O Luciano me procurou depois da apresentação para me conhecer, pegou meu telefone e disse que vamos cantar juntos”, revela Nice.

Ela também recebeu a promessa que voltará a ser procurada por Vitor e Léo, e lhe perguntaram se gostaria de ter outras músicas gravadas, podendo acontecer até a gravação de um CD. “Se for para ir, peço a Deus que me guie, porque Ele é que sabe até onde vou, mas vontade de seguir em frente não me falta”, afirma Nice, que é religiosa, faz parte Igreja Comunidade Resgate, de Guaçuí, e onde teve uma revelação. “Uma pessoa da igreja, há muito tempo atrás, disse que teve um sonho em que me via pegando um avião e cantando para uma grande multidão, e o sonho se concretizou”, destaca.


VÍDEOS:
Parece Que Vai Chover Hoje a Noite

Qualquer Lugar

Sem Negar (com a dupla Victor & Léo)


Nice Silva e banda Herança Negra cantando Tim Maia


SITES:



sexta-feira, 16 de março de 2012

PÓ DE ANJO

Pó de Anjo é uma extinta banda de rock Do Espírito Santo dos anos 1980, que - junto com outros bandas, como a Thor e a Combatentes da Cidade - modificou o cenário musical capixaba praticamente fundando o pop rock local. A banda estreou na inauguração da danceteria New Wave, que ficava no bairro Praia do Suá em Vitória, no dia 5 de outubro de 1984 e durou até meados de 1987.
A composição inicial do grupo veio de uma fusão entre as bandas Panzer e Ace, que tinham inicialmente pretensões heavy metal, contava com Juca Magalhães (vocal), Danny Boy (baixo e voz), Léo Caetano, o Caê (guitarra), Chico Valle, o Porquete (bateria) e Mario Gallerani Jr. (teclados). Posteriormente passaram a fazer um som mais afinado ao movimento BRock que na época virou mainstream no Brasil. Em 1985 houve a entrada de Marco Muralha (guitarra) e Luis “Dodão” Bianchi (bateria), quando Caetano e Chico formaram a banda Condomínio Fechado.
Em 13 de março de 1986, o Pó de Anjo chegou ao ápice de sua trajetória, com a apresentação - a primeira vez que uma banda local abriu um show - no palco do Ginásio do Àlvares Cabral, para seis mil pessoas que aguardavam a apresentação de Léo Jaime, a estrela da noite. Ficaram com medo porque nesse mesmo local, a banda Paralamas do Sucesso abrira o show de Jimmy Cliff e fora impiedosamente vaiada. Mas a noite foi um triunfo que repercutiu positivamente na mídia e os catapultou para a fama.
Nessa época a música "Cara Comum" começou a tocar nas rádios e o inesperado sucesso chegou de vez. As principais músicas dessa fase são "Cara Comum", "Inverno" e "Eternamente", entre outras. Em agosto de 1987, ocorreu a última apresentação, na festa da cidade de João Neiva/ES. Apesar da importância para o rock capixaba, 'a banda figurava entre os maiores destaques da música do Espírito Santo' a banda produziu um único disco, o chamado compacto simples da era dos discos de vinil, intitulado Pó de anjo, além de participar da antologia Es Porta Som.
Apesar da dissolução, seus integrantes seguiram, na maioria dos casos, a carreira artística. Danny Boy formou a banda Símios que lançou três discos e um DVD; Gallerani formou a banda Piratas do Asfalto gravando também o disco Estrada do Delírio; Muralha fez parte de bandas como a Inconfidentes Banguelas e foi embora para Santos; Léo Caetano gravou alguns discos solo intrumentais e fez parte de bandas como Condomínio Fechado e Mahnimal. Dodas Bianchi fez parte de inúmeros grupos, toca hoje nas bandas Fermata e Silence Means Death com a qual representou o Brasil no Festival de Wacken em 2010. Juca Magalhães se afastou da música após o brutal crime de mando que vitimou sua mãe, a jornalista Maria Nilce Magalhães, em 05 de julho de 1989.
Em 13 de julho de 2010, Juca Magalhães, Danny Boy e Dodas Bianchi - com João Paulo Santos Neves na guitarra - reuniram-se novamente no palco do Teachter's Pub, para tocar - entre outras - músicas como "Cara Comum" e "Eternamente", no lançamento do romance O Livro do Pó, de Juca Magalhães, considerado o 'rei do pop dos anos 80 capixaba', que conta - de forma romanceada e bem humorada - detalhes da formação da banda e do universo roqueiro do Espírito Santo nos anos oitenta. Juca Magalhães é também autor do livro Da Capo que conta a história de fundação da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo e escreve há três anos o blog cultural A Letra Elektrônica.



DISCOGRAFIA:
(1985) PÓ DE ANJO



















INTERNET:


VÍDEOS:
Cara Comum


Juca Magalhães no programa "FALA ES"

Programa "CLIP 99"

Eternamente

Cara Comum

Inverno

Pó de Anjo - Vídeo nos Anos 80






Documentário "ILHA DO ROCK"

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

BIG BAT BLUES BAND

Com quase vinte anos de estrada, a Big Bat faz do blues tradicional sua marca registrada. Além de interpretar os grandes nomes como Muddy Waters, John Lee Hooker, Sonny Boy Williamson e Elmore James, a Big Bat também tem seus próprios clássicos. "Não consigo nem mais dormir", "Expresso do Blues" e "Mojo Blues", são apenas algumas das criações da banda que utilizam como base os ensinamentos e os rudimentos melódicos deixados pelos grandes mestres das décadas de 40 e 50 .
Em 2005 e 2006 a Big Bat participou do Festival Internacional de Jazz e Blues, em Rio das Ostras-RJ, tocou em Búzios, no verão, em Brasília, na festa da Bolsa de Valores e, recentemente, fez parte da programação do II Congresso Brasileiro de Oceanografia, que aconteceu no mês de outubro, em Vitória. Como dizia Muddy Waters, pedra que rola não cria limo.
A Big Bat lançou em 2005 seu CD "tododiaédiadeblues" e a banda, que há 12 anos é uma das principais responsáveis por divulgar no Estado o centenário gênero musical nascido no Delta do Mississippi (EUA), tocou no Festival Internacional de Jazz e Blues, em Rio das Ostras - RJ.
Formada por Eugênio Goulart (vocal), César Távora (gaita), Cláudio França (guitarra slide), Marcelo Maia (guitarra), Sandro Costa (baixo) e Herone Fernandes (bateria), a banda aposta nas influências dos ídolos Muddy Waters, John Lee Hooker, Sonny Boy Williamson e Elmore James que estão presentes em todo o CD. Inspirados pela composição melódica de clássicos como "Hoochie Coochie Man" (Muddy Waters) e "Woke up This Morning" (B.B. King), integrantes da banda compuseram as faixas "Não Consigo Nem Mais Dormir", "Expresso do Blues" e "Mojo Blues". Além delas, o público pode perceber influências típicas do roots'n'blues nas músicas que firmam o compromisso de perpetuar as impressões dos grandes mestres do estilo nas décadas de 40 e 50.


COMPONENTES:
Eugênio Goulart – Vocal
Marcelo Maia – guitarra
Claudio França - guitarra
Sandro Costa – baixo
Bruno Zanetti - bateria




DISCOGRAFIA:
(2005) TODO DIA É DIA DE BLUES
Black Jeans
Destino America
Expresso do Blues
Instrumental
Look at Yourself
Mojo Blues
Não consigo nem mais dormir
Naturalmente Blues
Pra voltar ao Blues
Quem
Velho Vagão







DOWNLOAD DO CD:
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/blackjeans.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/destinoamerica.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/expressodoblues.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/instrumental.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/lookatyourself.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/mojoblues.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/naoconsigonemmaisdormir.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/naturalmenteblues.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/pravoltaraoblues.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/quem.mp3
http://www.bigbatbluesband.com.br/mp3/velhovagao.mp3


ENTREVISTAS:
O chapéu para a esmola, o blues na sacola e os pés no chão. Esta frase marca a música Velho Vagão e traduz, um pouco, o verdadeiro espírito blues. Com a idéia de pegar a estrada, ganhar experiência e preservar a sua raiz musical a Big Bat Blues Band é uma daquelas bandas que refletem o significado do próprio estilo. Quando se fala em blues no Espírito Santo, a primeira referência dos críticos é esta banda, que desde 1993 tem a tradição do gueto negro, representado em seu trabalho.
Atualmente a Big Bat Blues Band tem uma formação voltada para a guitarra e possui em seu escrete: Eugênio Goulart, Marcelo Maia, Cláudio França, Sandro Costa e Bruno Zanetti. O vocalista Eugênio concedeu a entrevista para o Blog Deadline7.
A história do blues é rodeada por lendas que envolvem animais, como a do Black Cat Bone e a do Little Red Roostes, mas de onde surgiu o nome Big Bat Blues Band?
O Cláudio tinha um Chevette preto, o primeiro carro que ele comprou, que lembrava um grande morcego. O Big Bat também lembra uma figura noturna, e o blues acontece à noite. Houve um período da banda em que queríamos mudar o nome do grupo, mas Big Bat ficou no inconsciente do público.

Como você e o Cláudio se conheceram e resolveram fazer blues?
Foi em 1991. Trabalhávamos na agência Criativa Propaganda e depois do serviço o Cláudio estacionava o Chevette, o Big Bat, na frente da minha casa para tocarmos o velho blues. Nessa época, o carro era uma figura importante para nós. Uma personalidade. Tanto é que deu nome à banda, futuramente.
Cantar coisas de 1920, 1930 ou 1940 era nossa paixão. Ninguém ouvia isso no rádio, mas, na noite, quando tocávamos, as pessoas viam aquilo e voltavam na outra semana, mesmo sem saber quem era Howlin' Wolf ou Elmore James. Vimos que podia dar certo. Nós gostávamos do som e estávamos agradando, então resolvemos continuar. Tínhamos autenticidade. O Fabinho, do Mahnimal, sempre fala que a Big Bat é uma banda que tem um estilo e é fiel a ele. Cantamos coisas de fora, mas fazemos do nosso jeito.

Em 2003 vocês gravaram o disco TODODIAÉDIADEBLUES e lançaram no ano de 2005. O que a formação que gravou o disco representa para a banda?
A formação com Zé Roberto, Eliezer, Douglas, Cláudio, Cezão e eu representa a concretização de um sonho, que foi a gravação do CD. Durante esse processo destaco a surpreendente bateria de Zé Roberto, que é de se louvar porque, em apenas cinco meses para pegar as músicas, ele não errou e conseguiu fazer um verdadeiro milagre. O Douglas foi responsável pelo arranjo das músicas do disco e o trabalho ficou muito bom. Falar do Cezar é redundante, ele é demais.

E o que você destaca como resultado desse produto?
Ver os jovens cantarem músicas como Black Jens é sensacional. Isso é uma grande recompensa.

A formação que gravou o disco pode ser considerada pertencente de uma fase clássica da banda?
Não sei dizer se foi uma formação clássica, mas ela atuou em uma época em que fizemos coisas importantes. Ganhamos público, gravamos um disco, vivemos o blues.

A Big Bat Blues Band tem um público cativo e durante os anos o número de pessoas que acompanham a banda aumentou, fato que levou a Big Bat para vários lugares. Quais são os melhores momentos que você pode destacar nesses 15 anos?
Nossa apresentação na Feira da Comunidade, na Praça do Papa, em 1998, foi uma das melhores apresentações da Big Bat Blues Band. Outro show que lembro com alegria foi o que fizemos com o gaitista carioca Jefferson Gonçalvez, em 2007. Nessa oportunidade acredito que houve um amadurecimento da banda nos quesitos postura de palco e produção de show. Nós sempre tivemos uma ótima postura nos shows, mas acho que agora conseguimos o profissionalismo.
Não posso deixar de comentar também dois dos melhores momentos da Big Bat, que foi quando nós nos apresentamos no Festival de Blues e Jazz de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Tocamos em 2005 e 2006 e, no último ano, fizemos uma apresentação depois da Prado Blues Band. O Festival tem uma característica importante. Ele nos conecta com diversos bluesmen brasileiros e norte-americanos. Os contatos são ampliados.
Completando os momentos inesquecíveis, em 2005 fizemos um show no Teatro Universitário, na Ufes, para o lançamento do site da banda, em seguida o lançamento do disco, no Ilha Acústico. No ano de 2006 fomos tocar em Brasília e fizemos outro show no teatro, o Tributo ao Chuck Berry. 
A Big Bat Blues Band passou por momentos incríveis e muito disso se deve às amizades que a banda formou durante os anos. O que estamos colhendo agora é fruto desses amigos que fizemos por causa do blues.

Como você analisa a Big Bat nessa nova formação, iniciada em 2007?
A Big Bat hoje está diferente. Demos mais “voz” às guitarras e aproveitamos o tempo para tirar músicas, escutar muito blues tradicional e coisas atuais. Pretendemos sair mais do Estado para tocar. Acho que essa postura de buscar novos palcos é necessária para a banda.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ZÉ MOREIRA

O músico Zé Moreira nasceu em 1965 em Vila Velha/ES e radicado em Vitória/ES. Descendente de negros e italianos cresceu nas redondezas de Paul, Cobilândia e Vila Garrido e passou a adolescência em Jardim da Penha, porém nunca esqueceu de suas raízes suburbanas e sua musicalidade está muito ligada a essa ponte entre o subúrbio e a classe média.
Começou sua carreira aos 16 anos quando foi classificado no V salão do compositor capixaba e a partir daí passou a tocar na noite e em teatros de vitória, sempre colocando a obra autoral como prioridade em sua carreira. Por volta dos 18 anos teve seu primeiro contato com o jazz, estilo pelo qual se apaixonou e transformou em um dos alicerces de sua musicalidade. Tocando guitarra e violão utilizou o jazz – ele próprio gosta de dizer que é uma ferramenta de trabalho – para compor suas canções misturando regionalismo e sofisticação harmônica.
Como guitarrista e violonista tocando na noite de Vitória chamou a atenção do cantor e compositor cachoeirense Sergio Sampaio com o qual se apresentou em diversos shows em Vitória, fez turnê em Brasília e participou do documentário “Cachoeiro em Três Tons”. Além de ter formado uma grande amizade com Sérgio foi um dos últimos músicos a acompanhá-lo antes de sua morte. Após a morte de Sergio Sampaio, Zé Moreira continuou se apresentando na noite de Vitória e estudando o Jazz – como autodidata – de forma cada vez mais intensa, sem deixar de lado a composição que é atividade que até hoje mais lhe dá prazer.
No final dos anos 90 no auge de seu amadurecimento musical Zé Moreira foi convidado a trabalhar como diretor de cultura da prefeitura de Cariacica para uma complicada missão: realizar o tradicional carnaval de congo de Roda D’água. Ele que já tinha uma idéia do congo pelas mãos de parceiros musicais como Jonathan Silva e Zé Antônio, tinha agora a oportunidade de viver e conviver ele próprio com essa cultura tão especial, oportunidade única principalmente por se tratar de Roda D’água um lugar que o difícil acesso preservava e ainda preserva com maior vigor a pureza dessa tradição popular.
Logicamente ele fez jus a essa oportunidade e nas palavras de sua esposa: “se enfiou em Roda D’água” de corpo e alma. Em parceria com o artista e amigo Zuilton realizou, talvez, o carnaval que mais respeitou a cultura do local, estimulando, por exemplo, a criação das primeiras bandas de congo mirins da região. Foram meses de convivência com mestres, congueiros, pessoas da comunidade. Absorveu intensamente aquela atmosfera cultural e por fim compôs uma de suas mais belas canções intitulada Roda D’água.
Já nos anos 2000, após muitos anos de carreira e muitas belas composições no repertório chegava à hora de realizar o sonho de gravar um disco. E no final de 2001, com o incentivo da lei Rubem Braga foi lançado o primeiro disco de Zé Moreira “Feito a Mão”.
Como o próprio nome sugere o disco foi fruto de muito trabalho e dedicação, visto as dificuldades que existem para um artista independente que precisa compor, fazer arranjo, tocar, produzir, divulgar, vender, etc. Mas já de cara o disco começou rendendo bons frutos como a classificação no III Prêmio Visa de Compositores e a admiração de personalidades como o crítico musical Roberto Moura, o pianista Elvius Vilela, e talvez o mais importante: o Baterista e percussionista Robertinho Silva.
 “Não tinha nada pra fazer foi chegando assim, assim…” Assim começa a canção Não Tinha Nada Que – faixa sete do disco Feito a Mão – gravada em versão instrumental primeiramente por Robertinho Silva e Ney Conceição no disco em duo “Jaquedu” e posteriormente pela conceituada cantora francesa Manú Le Prince em seu álbum “Madrugada”. A canção em 5/4 traduz a sonoridade jazzística e regional, tão presente na obra musical de Zé Moreira, que rendeu de cara a admiração de Robertinho Silva e Manú Le Prince.
Em 2009, Zé Moreira em parceria com Robertinho Silva, lançou o seu segundo disco “Padedês de Sararás” também possibilitado pela lei Rubem Braga. Feito em duo com Robertinho Silva o disco já está pronto e se encontra em processo de prensagem e deve ser lançado nos próximos meses. O disco é todo feito de canções de Zé Moreira gravadas apenas por ele nas cordas e Robertinho Silva nas percussões, refletindo bem a continuidade de sua carreira e o tempero mágico de um dos maiores bateristas e percussionistas do mundo.


DISCOGRAFIA:
(2001) FEITO A MÃO
01 – Ladê
02 – Benedito
03 – Mãos Pelos Pés
04 – A Flor da Pele
05 – Brilho da Lama
06 – D’oxum
07 – Faço Luz
08 – Na Boca do Lixa
09 – Não Tinha Nada Que
10 – Nega Ô
11 – Quero Água
12 –Roda D’água






(2009) PADEDÊ DE SARARÁS
Desde que se conheceram, há mais de dez anos, Robertinho Silva e Zé Moreira ensaiam a formação de um duo.
O projeto, realizado em 2009, denominado Padedê de Sararás, une toda sofisticação e experiência emolduradas por uma formação suburbana e, ao mesmo tempo, jazzí­stica, de ambos. Robertinho Silva, músico que, sem dúvida, integra o elementar grupo de artistas brasileiros mais importantes do século XX, demonstra no projeto Padedê de Sararás todo conhecimento instrumental e rí­tmico adquirido no decorrer dos seus 50 anos de carreira e pesquisa musical.
Zé Moreira, um dos compositores, cantores e instrumentistas mais promissores da nova safra de músicos brasileiros, traduz no palco de Padedê de Sararás o contador de histórias, o cancioneiro popular, e transita da viola à guitarra, do samba ao jazz com a mesma naturalidade em que entoa os motes de congo.
No mais novo trabalho do duo, Robertinho Silva assume as baquetas e os tambores, Zé Moreira empunha as guitarras, os violões e os baixos, a mistura promete.


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KÁTIA ROCHA

Kátia Rocha, instrumentista, compositora e intérprete capixaba, tem mais de 10 anos de estrada. Taurina tranqüila, mas que no palco é tomada pela ginga de sua música, Kátia sempre teve um gosto musical bastante eclético que varia de Billy Holyday a Gonzaguinha, de Milton Nascimento a Jethro Tull. Começou a estudar flauta transversa durante o período em que cursava a faculdade de Educação Física e quando seguiu para o Rio de Janeiro, passou a estudar também canto, sax, violão e harmonia. Sua história com o sax já havia começado a alguns anos antes, quando ganhou do pai o instrumento, que a principio lhe pareceu estranho e a moça tratou logo de vendê-lo. Mal sabia ela que o sax se tornaria o instrumento principal no início de sua carreira. 
A cantora começou sua carreira na década de 80 no Rio de Janeiro, onde participou de bandas como o grupo Jogo de Cintura. Em 1992 gravou o primeiro LP, Confusion Jazz Co (instrumental). Em 1996, iniciou a carreira solo como interprete com o CD “Kátia Rocha”, com arranjos feitos por Leandro Braga e participação de Zé Renato, Elisa Lucinda. O trabalho trazia algumas faixas instrumentais e outras cantadas. O lançamento aconteceu no Teatro Carlos Gomes, em Vitória, e contou com a presença do grupo Boca Livre, e também no Mistura Fina e Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro, seguido de uma turnê por todo nordeste no projeto Pixinguinha com o saudoso João Nogueira. A aceitação do público e dos críticos foi muito boa, o que consolidou sua carreira. A partir daí a cantora participou de shows como o CRONNER, em 1999, do renomeado cantor MILTON NASCIMENTO, no Palace (SP), do projeto NOVO CANTO (RJ), em 2001, com Flávio Venturini. No mesmo ano, participou do FESTIVAL DE MÚSICA DA ESPANHA e fez mais de 30 apresentações em Portugal.
Também em 2001, lançou o seu segundo CD: “Brasileira”. A música que dá título ao CD, foi composta por Elisa Lucinda e Leandro Braga exclusivamente para este trabalho, nele também podemos ouvir forró, maracatu, samba e outros ritmos. Neste segundo projeto, houve participações de artistas como Wilson das Neves, Luciana Rabello, Hamilton de Holanda e Marco Pereira. O álbum que valoriza a cultura brasileira, também homenageou o folclore capixaba com a faixa Caiana/ Moça Bonita da banda de congo da Barra do Jucu.
Em 2005, a artista participou do FESTIVAL DE MÚSICA BRASILEIRA EM TENERIFE – ESPANHA, onde dividiu o palco com a cantora Joyce. Em 2006 começou o processo de gravação de seu 3º CD “Ginga”, lançado em 2007.
O novo trabalho traz ótimas surpresas. Entre delas, uma composição sua com André Rocha e Roger Bezerra chamada “SANTO BRASILEIRO” e a belíssima “Casamata” de Nano Viana e Pedro Costa. O álbum também conta boa parte de sua trajetória musical, como mostra o reencontro com a obra de Ricco Duarte, seu parceiro na época do grupo Jogo de Cintura que assina duas das onze faixas do CD, as músicas “Caído de Quatro” e “Fez que não me viu”. Assim, Kátia Rocha mostra ao que veio. 
No ano de 2011, a cantora Kátia Rocha lançou o CD “HOJE O SAMBA SAIU”.



DISCOGRAFIA:
(1992) CONFUSION JAZZ CO (instrumental)
1 Bagdad café 
2 Corolário
3
Pich fall
4
Décima primeira
5
Música e palavras
6
O outro lado da parede
7
Soltar-se por aí
8
Começaria tudo outra vez nº 2










(1996) KÁTIA ROCHA
1 Presente do cotidiano 
2 Seu olhar
3
Estranho convite
4
Espírito santinho
5
She's leaving home
6
Invitation
7
Passeios na ilha
8
Capixaba
9
Fica melhor assim
10
Canção do amanhecer








(2001) BRASILEIRA
Vinda do Espírito Santo, Katia Rocha arrisca a sorte como cantora e compositora (mais a primeira que a segunda) em seu segundo álbum,Brasileira, CD autobancado. Gozando de prestígio junto a medalhões como Milton Nascimento e Flávio Venturini, ela tenta se destacar no concorrido cenário de cantoras-compositoras na MPB deste começo de terceiro milênio. Para tanto, ela conta com belo timbre vocal e o apoio precioso de seus amigos, como Sérgio Natureza (que cedeu três canções ao álbum, uma delas, Porfia, em parceria com Lenine) e o Boca Livre (Zé Renato e Maurício Maestro cantam com ela na faixa-título). Na contramão de seu talento, a cantora de voz firme sofre um pouco com arranjos que às vezes beiram o "qualquer nota", quase banalizando seus esforços.
A bem da verdade, Katia só assina uma das músicas do disco (a quase bossa nova Central Park, em parceria com a poetisa performática Elisa Lucinda). O resto do repertório vem de inéditas e de uma ou outra regravação - que acabam pecando pela obviedade. Caso de A Seta e o Alvo, de Paulinho Moska, em uma versão redimida pela sutileza com que é apresentada. No entanto, para a escolha de Paula e Bebeto (Milton Nascimento e Caetano Veloso) não há atenuantes, ainda existe o agravante de vir num arranjo plastificado, burocrático. Como recriadora, Katia logra mais êxito ao apelar para as raízes. Ela recupera o folclore capixaba em Caiana/Moça Bonita, inspirada no ritmo das congadas. A canção ganhou uma embalagem bem a contento, vibrante. Há mais pé-no-chão em Mané Gardino, samba "forrózado" vindo direto da roça, com batida contagiante e letra malandra (além de um bom trabalho de Jamil Joanes no baixo).
Das faixas inéditas, um destaque tem de ser dado para o sambinha Minha Ilha, bem caprichado com a ajuda providencial de Wilson das Neves na bateria (e no "laiá-laiá" transbordando de autenticidade). A cantora fecha o álbum com a sinuosa balada Um Breve Adeus, movida basicamente a piano, voz e uma discreta e sutil percussão. E é assim, recorrendo ao básico, que Katia Rocha consegue melhores resultados. Um disco que impressiona pouco, mas que já deixa transparecer a personalidade da cantora - que ainda pode render bons frutos mais adiante.
1 Brasileira
2
Porfia
3
Caiana / Moça bonita (Banda de Congo da Barra do Jucú)
4
Paula e Bebeto
5
A seta e o alvo
6
Tez
7
Minha ilha
8
Central Park
9
Mané Gardino
10
Um breve adeus (Rara impressão)

(2007) GINGA


















(2011) HOJE O SAMBA SAIU


















CONTATO:
(27) 9963-5652
(27) 3026-0051


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